quinta-feira, 17 de novembro de 2016

#JuntosSomosMaisFortes


Paz do Senhor,
Comunico aos nobres companheiros e parceiros na Missão que aceitei concorrer na próxima eleição de nossa CGADB. Estou concorrendo ao cargo de Conselheiro Fiscal apoiado pelo candidato a Presidente da CGADB Pr Samuel Câmara.

O que me levou a aceitar tal desafio?

Bem, entendo que, no que diz respeito a nossa denominação, nesse caso específico a Convenção Geral, um ciclo está se fechando e, sendo assim, estamos em um momento de transição. Transição que, sendo bem feita, pode contribuir para que a belíssima história da AD dentro do Movimento Pentecostal continue a ser escrita para a Glória de Deus.

Nessas duas décadas a minha caminhada ministerial manteve-se atrelada a ação Pastoral Missionária com dois focos vocacionais: A Missão Transcultural e a formação Teológica. Obviamente que reconheço tudo o que foi feito até aqui, mas é justamente em um momento de transição que podemos ser tentados a nos agarrar a um passado (glorioso é verdade!), e criarmos um bloqueio de compreensão (inclusive da voz de Deus) e perdermos a condição de sonhar, de crer e ousar fazer  grandes coisas para Deus, e com isso deixar passar a oportunidade de sermos instrumentos do Agir de DEUS. Acredito que em momentos de transição as bases já lançadas não podem ser implodidas, mas sim avançar à partir do que já está estabelecido.

As propostas do Pr. Samuel, ao meu ver, caminham nessa direção. Entre as suas principais propostas, duas me encantam: rotatividade de Presidentes e Mesa Diretora da CGADB – isso possibilitará que companheiros de todas as regiões desse Brasil continental possam dar a sua contribuição (de forma significativa) à nossa Convenção e por conseguinte à Igreja no Brasil. Uma outra proposta é o desenvolvimento de estratégias e impactos evangelísticos no Brasil e no mundo. Essa proposta, por si só, já demonstra a visão de parcerias, trabalhos em conjunto das igrejas. Demonstra que as Igrejas terão voz e serão ouvidas, motivadas e apoiadas em suas atividades Missionárias.

Relutei até certo ponto, mas com a compreensão de ser este um tempo necessário, pois “para tudo há um tempo determinado”, e que “não nos compete decidir o tempo, mas sim o que fazer com o tempo que nos é dado”; após ouvir e fazer as ponderações necessárias, coloco-me à disposição. Se o Senhor permitir que esse pequeno servo seja eleito, o meu compromisso é exercer a função com dignidade e zelo, além de ser uma voz junto a Mesa Diretora para o desenvolvimento dos projetos relacionados à Missão e o constante processo de formação/aperfeiçoamento de nossa liderança e igrejas de modo geral.

Em Cristo e pelo Reino,

Pr Eduardo Leandro Alves
Mestre e Doutorando em Teologia Prática (Stricto sensu reconhecido pelo MEC). Curso de Práticas Financeiras e contábeis; Pós Graduado em Gestão educacional; Mestre em Missiologia; Diretor Executivo da Associação CEAD-PB (Centro Educacional da Assembleia de Deus na Paraíba); Presidente do Fórum de Líderes de Missões das AD do Nordeste; Secretário Executivo da SEMAD-PB. Casado com Ângela Reiner Alves e pai do Eduardo Jr e Maria Luíza.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O que significa: TETELESTAI


Gostei muito desse texto, por isso estou reproduzindo:


 
“... havendo riscado o escrito de dívida, que era contra nós nas suas ordenanças, o qual de alguma maneira nos era contrário, e o tirou do meio de nós, cravando-o na cruz...” Colossenses 2.14

“TETELESTAI” é uma expressão grega que pode ser traduzida como “está consumado”, “totalmente pago” ou “dívida cancelada”. No século I, quando um criminoso era preso, seus delitos eram registrados em um papiro conhecido como “cédula de dívida” ou “escrito de dívida”. Ao cumprir a pena e chegando a ocasião de sua liberdade, o juiz responsável pela soltura do condenado, riscava a cédula, especialmente na parte onde os crimes estavam apontados, e, no rodapé, escrevia TETELESTAI. Pronto! O indivíduo não devia mais nada à justiça. Estava livre da condenação e, agora, poderia desfrutar da paz e da liberdade.

O apóstolo Paulo se apropria desta figura jurídica para nos transmitir a profundidade do alcance da obra redentora de Cristo, pois como pecadores que somos, contra nós também há uma “cédula de dívida”, a saber, uma série de transgressões cometidas ao longo da vida. Esta cédula constitui-se em um poderoso instrumento de acusação. Ela nos silencia, nos humilha, pois não há como contradizê-lá, não há como nega-lá. Nela se registram todas as nossas maldades, todas as nossas mentiras, toda perversidade que praticamos. Ela aponta para a destruição dos que ali constam (Ap 20.12). Entretanto, o apóstolo Paulo declara que Cristo “riscou o escrito de dívida, tirando-o do meio de nós, cravando-o na cruz”. Ou seja, Jesus Cristo com sua morte vicária (substitutiva), pagou a dívida que tínhamos para com Deus. Vale a pena lembrar que na cruz do Calvário, segundo o Evangelho de João (19.30), Cristo declarou “Está consumado!” (TETELESTAI), sendo, inclusive, sua derradeira palavra.

Consumado! Totalmente pago! Esta é a nossa verdadeira situação em Cristo no que consiste a satisfação da justiça divina. Não importa o que tenhamos feito. Não importa a extensão e a gravidade do nosso pecado, em Cristo Jesus nenhuma condenação há” (Rm 8.1). Portanto, quando lembranças ruins de um passado distante ou recente surgirem e nos sentirmos culpados e ameaçados em nossa paz, basta nos lembrarmos do que Cristo fez por nós. Basta nos lembrarmos da sua última palavra proferida a nosso respeito: TETELESTAI! Todos os nossos pecados foram perdoados pelo precioso sangue do Senhor Jesus Cristo. Sangue este que riscou a cédula que nos era contrária, nos livrando da condenação de uma vez por todas. De uma vez para sempre!

É comum encontrarmos cristãos inseguros quanto ao fato de se sentirem plenamente perdoados por Deus. Alguns têm a impressão de que precisam orar mais uma vez para, quem sabe, serem realmente perdoados pelo Senhor. Porém, as Escrituras Sagradas não nos orienta a “sentir o perdão” de Deus e, sim a crer que, em Cristo, Ele já nos perdoou. Portanto, não é uma questão de sentimento, mas sim de fé na pessoa de Jesus Cristo e na eficácia da obra que Ele realizou. Outra questão que também atormenta alguns irmãos é o receio de que, dependendo do que fizeram no passado, estes precisam “quebrar alguma maldição” ou “anular algum pacto”, pois, do contrário, sempre estarão sujeitos a alguma investida de satanás e poderão ter algum tipo de influência maligna em suas vidas. Assim, para tais, a qualquer momento, o diabo poderá vir “cobrar a fatura” sendo, portanto, necessário participar de algum culto ou corrente de libertação.

Esta prática, embora comum, principalmente em comunidades neopentecostais, é estranha ao ensino da Escritura Sagrada. Paulo, afirma que a dívida foi cancelada, além disso, no versículo 15 do capítulo 2 da carta aos Colossenses, o apóstolo insiste que “tendo despojado os principados e as potestades, os expôs publicamente ao desprezo, e deles triunfou na cruz...” Se no versículo 14, Paulo utiliza uma cena jurídica, como já dissemos acima, neste ele usa uma realidade militar bastante conhecida na época, pois quando duas nações entravam em guerra, era comum o exército vencedor trazer ao seu território o exército vencido e, numa cerimônia pública, os soldados derrotados tinham suas roupas e demais pertences retirados até ficarem completamente nus.

Este despojamento tinha o objetivo de humilhar o inimigo derrotado, demonstrando que estava totalmente subjugado. É exatamente isto que Paulo está ensinando aos crentes de Colossos! Cristo derrotou e humilhou o diabo, despojando-o de toda e qualquer autoridade que tinha para nos acusar, tentar e prejudicar. Cristo fez dos seus inimigos, o “estrado de seus pés” (Ef 1.20-22). Não precisamos temer o diabo. Ele está derrotado, despojado e humilhado pelo Senhor Jesus Cristo. A dívida está paga!  TETELESTAI!!!

Todos os nossos pecados foram perdoados! Que coisa boa! Todas as nossas maldições foram levadas à cruz e ali aniquiladas (Isaias 53). Que maravilha! Estamos livres! Livres para viver a plenitude da vida de Cristo. A Ele, e somente a Ele, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o poder pelos séculos dos séculos, Amém!!! (Ap 5.13).

 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Coloquei essa reflexão de Rubens Alves em meu Blog, arquivei em minha mente e somei a oração do salmista: "ensina-me a contar os meus dias para que alcance um coração sábio", para que no passar dos anos não perca tempo com mediocridades...
 


O TEMPO E AS JABUTICABAS
 
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver 
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela 
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela 
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir 
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
 
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos 
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem 
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
 
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.  
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, 
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
 
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
 de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo 
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas 
não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a 
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente 
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não 
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, 
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
 
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse
amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.
Rubem Alves

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Preciosa a Graça de Jesus





Preciosa a graça de Jesus,
que um dia me salvou.
Perdido andei, sem ver a luz,
mas Cristo me encontrou.
A graça, então, meu coração
do medo me libertou.
Oh, quão preciosa salvação
a graça me outorgou!
Promessas deu-me o Salvador,
e nele eu posso crer.
É meu refúgio e protetor
em todo o meu viver.
Perigos mil atravessei
e a graça me valeu.
Eu são e salvo agora irei
ao santo lar do céu.

 
O Hino Preciosa Graça (Amazing Grace), é, sem duvida, um dos mais belos hinos cristãos, um dos mais cantados e mais admirados em todo o mundo. Sua história me deixa maravilhado e motivado a seguir em frente na caminhada cristã rumo as Mansões celestiais.
O autor dessa letra é John Newton. Pesquisadores acreditam que esse hino foi escrito entre 1760 e 1770, baseado em 1 Crônicas 17.16-17, texto em que o rei Davi rememora a misericórdia de Deus para com um homem tão insignificante e pecador como ele. Foi escrita para ilustrar um sermão no dia de ano novo de 1773 e fez parte dos "Hinos Olney", hinário de músicas compostas por John Newton e seu amigo, o poeta William Cowper. Em todos os lugares em que se narra a história desse hino, sua letra é atribuída a John Newton, que antes de conhecer a Jesus como Salvador era capitão de um navio negreiro,  mas a melodia sempre é atribuída a um autor desconhecido.
Músicos contemporâneos, como Wintley Phipps, em seus estudos sobre a musicalidade desse hino, atribuem Amazing Grace a um estilo conhecido como “Spiritual”, música negra evangélica cuja origem remonta os cânticos entoados pelos negros escravos evangélicos nos Estados Unidos (por volta do século XVII). Uma das características desse estilo “Spiritual” é ser um lamento, tom manso, num andamento "largo" e meditativo e, os negros, acorrentados, poderiam cantar sentados e a “capella”. Hoje se diz que a maioria desses hinos podem ser tocados na “escala pentatónica”, as chamadas teclas negras do piano. A história de conversão de Newton remonta a uma tempestade que ele enfrentou em alto mar. Assim, surge a possibilidade de que em meio àquela Tempestade, Newton o capitão do navio negreiro, ouvia uma melodia vinda do porão, sendo impactado pela Graça Salvadora de Jesus, que tem poder para salvar o mais vil pecador. Após essa tempestade e experiência de conversão, John Newton, tornou-se Pastor em Olney, na Inglaterra (1764 a 1780), faleceu com a idade de 82 anos, em 21 de dezembro de 1807. Ele mesmo resumiu sua vida e escreveu seu próprio epitáfio, que diz:
John Clerk Newton,
Uma vez um infiel e libertino,
Um servo de escravos na África,
Foi pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Preservado, restaurado, perdoado,
E nomeado para pregar a fé que ele
Tinha se esforçado muito para destruir .... 
 
Por que que eu resolvi contar essa história aqui? Para lembrar a você, amado leitor, que essa Graça Salvadora está presente, como sempre esteve, seja após a Queda com a Palavra da promessa do Salvador; seja na pregação e salvação da família de Noé; seja na chamada de Abraão; no perdão que o rei Davi encontrou; no encontro de Rute com Boaz; na fé de Raabe… e na forma mais abundante e perfeita da Graça: no Verbo que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14), JESUS CRISTO.
Brancos, negros, gentios, judeus, servos, livres, homem ou mulher. A Graça de Deus nos alcança e tem o poder de mudar histórias.
Este ano comemoramos 95 Anos da Assembleia de Deus na Paraíba e a Mensagem da Preciosa Graça que se manifesta por meio de Cristo Jesus sempre esteve (e está) presente em cada cidade, em cada púlpito. Essa Mensagem é base de sua pregação. Sinta a Graça de Deus perdoando, salvando, curando, nos levando para o céu. A graça alcançou Saulo de Tarso; alcançou John Newton tornando-o um ex-traficante de escravos. A Graça nos alcançou. Graças a Deus!!!!

Pr. Eduardo Leandro Alves

Fonte: De traficante de escravos a pregador - A história de John Newton. Brian Edwards. Ed. Fiel. 2001.
http://www.youtube.com/watch?v=jzsdbhCWJik

 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Guardiões da Lei (estatutos, regimentos...)





Uma das passagens mais conhecidas do escritor russo Dostoievski é a historia do Grande Inquisidor, relatada no livro "Os irmãos Karamazov", um clássico da literatura mundial. O cenário é Sevilha, nos tempos da Inquisição. Ainda na véspera, uma centena de hereges havia sido queimada, para maior glória de Deus, num soberbo auto de fé. Eis que agora… quem aparece caminhando na mesma praça? Jesus! Afinal de contas estava escrito que um dia ele voltaria. Na análise crítica de Roberto Pompeu de Toledo[1], “parece que Jesus resolveu voltar bem no momento da história em que os que se fizeram de donos de sua mensagem adotaram a política de silenciar pelas chamas os insubmissos e desobedientes, os desviantes ou os considerados como tais”.

O Grande Inquisidor, um Cardeal já bastante idoso, percebe que Jesus está andando pela cidade, pois as multidões o seguem. O Cardeal não gosta desta aparição e o lança na prisão. Ali eles se encontram e travam um diálogo. O Inquisidor tem uma acusação a fazer: rejeitando as três tentações, Jesus perdeu o direito aos três grandes poderes que estavam a sua disposição: “milagre, mistério e autoridade”. A ideia era: Será que Jesus não percebeu que era isso que o povo queria? Disse o Cardeal: “Em vez de tomar posse da liberdade dos homens, aumentaste-as e queimaste o reino espiritual da humanidade com seus sofrimentos eternos. Desejaste o amor livre do homem, que ele te seguisse livremente, atraído e cativo por ti.”

Quando Jesus resiste às tentações, segundo o pensamento do Cardeal, Jesus tornou-se difícil demais de ser aceito. Sujeitou sua vantagem maior: o poder de impor a fé. Felizmente, disse o Cardeal, a Igreja reconheceu o erro e o corrigiu, e tem se apoiado no milagre, no mistério e na autoridade desde então. Por esse motivo, o Inquisidor deveria executar Jesus mais uma vez, para que ele não impedisse a obra da Igreja.

Da mesma forma, a tentação do deserto revela uma profunda diferença entre o poder de Deus e o poder de Satanás. Satanás tem só poder de coagir, de estontear, de forçar a obediência, de destruir. Os seres humanos aprenderam bem beber desse poder. O poder de Satanás é coercivo e externo. O poder de Deus é diferente, é interno e não coercivo. “Não se pode escravizar o homem por meio do milagre, e a fé necessária é gratuita, não fundamentada em milagre”, disse ao Cardeal.

O que parece claro nessa fábula é que o velho Inquisidor que aparece na cela, é um homem muito ciente de seus deveres e de sua autoridade e por isso lhe comunica que, no dia seguinte, será queimado. Não dá ao condenado nem o direito de fala. Ordena-lhe: “Não digas nada, cala-te. Que poderias tu dizer? Não tens o direito de acrescentar uma só palavra ao que dissestes outrora”.

Nessa fábula, Dostoievski tinha em mente Jesus e os descaminhos de sua herança nas mãos dos que dela se apropriaram. Dá para fazer uma moral expandida da fábula com todos os descaminhos que se fazem mundo a fora em nome de Deus...

Uma delas: Em uma sala, em um imponente prédio em uma grande capital... um grupo de pessoas “ciente de seus poderes e de sua autoridade" comunicou ao Pastor da Primeira Igreja Assembleia de Deus fundada no Brasil que ele não faz mais parte de seu quadro de associados! Não possui uma postura digna de membro da Geral. Fogueira... Somos bons demais para que pessoas como você permaneça no meio de nós... Guardiões... podemos apedrejar? O estatuto diz... Fogueira!!!! Surgirá uma série de Guardiões para citar textos isolados, como: "saíram de nós porque não eram nossos", etc. Quando na verdade a base de tudo é o medo que surge quando alguém questiona, isso faz com que se sintam ameaçados. Uma sombra começa a surgir... isso não é bom...

Pessoas como o "velho Cardeal" da fábula, se esquecem que ideais não morrem nas fogueiras das vaidades... sonhos não se calam... A marcha da história não perdoa os irrelevantes.

Foi assim com Pinheiro Machado na história do Brasil. Influente, articulador segundo os seus próprios interesses, mas que na sequência da história foi esquecido.

Agora, se eu perguntar quem foi Rui Barbosa... No mínimo a maioria dirá que foi uma pessoa de boa influência no Brasil.

Como bem disse o Senador Pedro Simon: “O Rui Barbosa é o nosso grande patrono no Senado, mas como político foi um homem de derrotas. Perdeu duas vezes a eleição para presidente da República e não tinha influência no governo. Quem mandava e elegia presidentes era o (José Gomes) Pinheiro Machado, de quem hoje ninguém fala.

Precisamos ter a capacidade de discordar. De olhar para o outro e dizer, possuo uma proposta diferente, entendo que esse caminho é o melhor. A verdade resiste ao debate. Deixe a alma e a consciência das pessoas fazerem suas escolhas (os que são cheios do Espírito Santo farão suas escolhas pelo Espírito). Mas... papel de Inquisidor, deixe para as fábulas de Dostoievski.

Senhores, dotados de autoridade espiritual, consultem menos seus assessores jurídicos e mais o Espírito Santo. Ele entende mais de Corpo de Cristo do que seus advogados.




[1] Veja 8/5/2013

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A FELICIDADE DOS MANSOS



Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra (Mt 5.5)

É sabido que o mundo, enquanto sistema, rejeita os valores do Reino de Deus. O sistema pensa em termos de força, de poderio militar, bélico, econômico e político. Quanto mais agressivo, mais forte. Jesus, porém, disse que não são os fortes e os arrogantes que são felizes; nem são eles que vão herdar a terra, mas os mansos. Neste caso, ser cristão é ser totalmente diferente, pois somos uma nova criatura, possuímos um novo nome, uma nova mente, nascemos de novo, somos de outro Reino.

A verdade é que Jesus frustrou muitos de seus contemporâneos. Os judeus, subjulgados pelos romanos desde o ano 63 a.C, aguardavam um Messias político, guerreiro, que implantasse Seu Reino pela força. Haviam vários grupos em Israel, os 4 mais importantes eram: os fariseus, que como religiosos conservadores, esperavam um Messias milagroso; os saduceus, que eram os liberais, queriam um Messias materialista; os essênios, eram místicos que viviam nas cavernas próximas ao Mar morto, eles queriam um Messias monástico; e os zelotes, eram ativistas militares que se insurgiam contra Roma, queriam um Jesus militar. Os próprios apóstolos queriam uma restauração política (At 1.6). Jesus, porém veio com outras propostas e o povo disse: Não queremos esse Messias. Fora com ele! Crucifica-o!!

Agora, manso neste contexto das bem-aventuranças não pode ser confundido com uma atribuição natural, como uma boa índole, uma pessoa educada socialmente, pois não é algo externo, mas uma obra da graça no coração. Ser manso não é virtude, é graça! Ser manso não é ser mole, ou ficar impassível diante dos problemas. Não é ser tímido ou covarde, medroso, ou indolente. As pessoas mansas na Bíblia foram profundamente vigorosas e enérgicas. Tiveram coragem de se posicionar contra o erro. Enfrentaram acoites, prisões e a própria morte devido aos seus posicionamentos. Basta somente olharmos para Moisés, Paulo, Jeremias, o próprio Cristo. Jesus era manso e humilde de coração, mas expulsou do Templo vendilhões, teve coragem de morrer na Cruz e de acusar o pecado. Mansidão não significa impotência, mas domínio próprio. “Quem não tem domínio próprio é como uma cidade derribada (Pv 25.28). Ser manso não é ser conivente e com isso manter a paz a qualquer preço, ficando em cima do muro e agradar a gregos e troianos. Ser manso não é ser neutro, ou viver sem cor ou sem sal, sem opinião própria.

O QUE SIGNIFICA SER MANSO

É ser submisso a vontade de Deus. Uma pessoa mansa não se rebela contra a vontade de Deus e não vive uma vida de murmuração. Uma pessoa mansa é como Paulo, sabe viver em qualquer situação (Fp 4.11). Está sempre dando graças a Deus, sabendo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

É estar debaixo do controle de Deus. O manso é aquele que literalmente “foi domesticado”. A palavra grega para manso, praus, significa meigo, trata-se da atitude humilde e mansa que se expressa na submissão às ofensas, livre de malícia e de desejo de vingança. Significa um dos termos mais elevados no vocabulário ético dos gregos antigos; a virtude como equilíbrio entre dois extremos alcançada por quem é manso.

Nas palavras do Pr. Hernandes Dias Lopes, o manso é aquele que tem força, mas a força está sob controle. A Bíblia fala que é mais forte aquele que domina o seu espírito do que aquele que domina uma cidade.

Dr. Lloyde-Jones diz que manso é aquele não reivindica os seus próprios direitos. O manso não exige coisa alguma para si. Não considera todos os seus legítimos direitos como algo a ser exigido. Não faz exigências quanto a sua posição, aos seus privilégios, às suas possessões e à sua situação na vida. Jesus, sendo Deus não teve como usurpação o ser igual a Deus (Fp 2.5,6). O manso é aquele que está disposto a sofrer o dano. Como Paulo escreveu aos Coríntios, em uma demanda entre irmãos, ele está pronto a sofrer o dano em vez de buscar levar vantagem (1Co 6.7).

O indivíduo que é manso admira-se de Deus e dos homens pensarem tão bem dele quanto realmente pensam. Além disso, uma pessoa mansa não se inflama facilmente (Sl 38.12,13).

Com esses conceitos em mente, entendemos que Jesus promete uma recompensa aos mansos:

Uma profunda e gloriosa felicidade. Macarios, uma palavra usada pelos gregos para falar da felicidade dos deuses. Uma felicidade plena que não depende das circunstancias.

A herança da terra no tempo. Mesmo sendo forasteiros na terra (Hb 11.37), os mansos são aqueles que herdam a terra. Eles comem o melhor dessa terra. O ímpio pode ter a posse temporal da terra, mas o manso usufrui as benesses dessa terra.

Nesse sentido os mansos já são herdeiros da terra, na vida presente. Pois o manso é uma pessoa satisfeita. Sente-se contente. Ele nada tem, mas tudo possui. Paulo diz: “entristecidos, mas sempre alegres, pobres, mas enriquecendo a muitos, nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co 6.10). O manso é cidadão do céu. O manso é filho de Deus, o manso é herdeiro de Deus e co-herdeiro com Cristo. Do Senhor é a terra a sua plenitude. Ou seja, tudo o que pertence ao Senhor, pertence ao manso.

Nesse caso, conquistarão a terra não pelas armas, não pela força, mas por herança. O manso herda as bênçãos da terra. O manso desfrutará também a terra restaurada, redimida do seu cativeiro. Ele habitará no seu novo céu e na nova terra. O manso não apenas herda a terra, mas também o céu.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Presentes de Natal... Aprendendo a viver e contar os dias



Trazido a um mundo onde não há almoço gratuito e treinado para usar presentes para comércio, estou buscando gastar a minha vida entendendo a vontade de Deus, recebendo e dando esses presentes, com a fé de estar ofertando ao Salvador a minha devoção e gratidão pela salvação.

Nessa época, mais importante do que discutir se a data é correta, é importante aproveitar a oportunidade e introduzir o verdadeiro sentido do Natal: A história do Deus que se fez homem para nos salvar.  Penso ser interessante comemorar o Natal próximo ao Ano Novo, pois se soma a reflexão natural que se faz ao final de um ano.

Sei que é apenas mais um pôr do sol e nascer do sol, mas a virada do dia 31 de dezembro para o dia 1 de janeiro possui um impacto psicológico muito grande. Vale a pena fazer uma “auditoria na alma”, “fechar para balanço”, ofertar ao Salvador o melhor. Buscar Novos horizontes. Uma sugestão é fazer a mesma oração que Moisés: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio." (Sl 90.12).
Com isso em mente, reli um texto do Pr. Ariovaldo Ramos que quero compartilhar, como Segue.

Há alguns, ao participar do aniversário de um bom amigo, ponderei sobre a sábia e enigmática frase de Moisés: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio." (Sl 90.12). Parece que esse conselho, do grande libertador, sempre nos vem à mente nessas ocasiões. Porém, apesar da beleza da fala do homem de Deus, permanece o desafio do tipo "decifra-me ou o devorarei": o que significa contar os dias da maneira proposta?

Não sei se alguém tem a resposta, mas eu gostaria de propor uma.

Jesus Cristo, certa feita, disse: - "E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos." (Lc 16.9). Na ocasião, ele estava respondendo ao ataque de alguns fariseus, que estranhavam o fato de Jesus estar recebendo publicanos e pecadores. Por uma questão de justiça para com os fariseus é preciso que se diga que, em princípio, eles tinham razão: publicanos e pecadores não eram simples almas perdidas; eram membros do povo de Israel que traíram ao seu Deus e ao seu povo! Não tivessem os romanos privado os judeus de aplicarem a justiça, tais pessoas teriam sido apedrejadas. Para dar essa resposta, o Senhor lançou mão de quatro parábolas: a ovelha perdida, a dracma perdida, o filho perdido e o administrador infiel.

Na primeira, fala de um pastor que abandona, no campo, 99 ovelhas e vai atrás da que se perdeu. Uma loucura! Deixar seu aprisco à deriva de ladrões e animais selváticos e, mais, quando volta, vai festejar o achado. E as demais ovelhas? Uma loucura! Com essa parábola Jesus parece confirmar que ao receber publicanos e pecadores estava, aparentemente, fazendo uma loucura, mas Ele viera para isso mesmo: cometer uma ´loucura´ pela salvação dos homens.

Na segunda parábola Jesus explica o porquê da disposição à loucura, o valor do homem: embora para os fariseus o publicano e o pecador valor nenhum tivessem, Jesus os via de modo diferente. E como a senhora que, perdendo uma dracma, cerca de R$ 0,30, desarruma tudo concedendo a moeda um valor que de fato não possuía, assim, também, para Jesus o ser humano mais pecador é tão valioso que vale a pena desarrumar tudo para achar um, como fez a mulher que perdeu a dracma.

Na terceira parábola o Senhor, num primeiro momento, concorda com os fariseus, os publicanos e os pecadores são os filhos que, como o filho pródigo, por vontade própria, se apartaram do Pai amoroso. Porém os fariseus, representados pelo irmão mais velho, não conseguiram se sintonizar com o coração do Pai vez que, confiados em seus pretensos méritos próprios acabaram por desenvolver um senso de justiça própria, que os tornou incompassivos e judiciosos.

Por fim, por meio da parábola do administrador infiel Jesus acusa os fariseus de estarem mal administrando fortuna alheia, tanto a vida quanto o conhecimento lhes foi legado e este saber deveria ter-lhes desenvolvido o senso da impossibilidade, ou seja, a consciência de que, jamais, por si mesmos, conseguiriam viver segundo tão elevado padrão e que, o melhor que poderiam fazer era, a partir do que sabiam, diminuir a distância entre os pecadores e Deus pela compreensão, pelo amor, pela bondade, pelo ensino, fazendo amigos a partir de riqueza alheia, pois tanto a vida como a revelação pertencem a Deus. "Para que, quando aquelas (a vida e a sabedoria) vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16.9).

Ao recomendar aos mestres da lei que usassem a vida e o conhecimento para fazer amigos para a eternidade, o Senhor respondeu nossa pergunta: - Como viver de modo a alcançar coração sábio? E a resposta de Jesus é: - Vivendo para fazer amigos, pessoas de quem nos aproximamos para aproximá-las de Deus e, para dEle, por elas, sermos aproximados.
Por quê?

Porque como disse o psicólogo suiço Hans Burky:- "O Reino de Deus é um reino de amigos". Porque amigo é esteio nas horas difíceis: "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão." (Pv 17.17). Porque amigo é fonte de amadurecimento: "Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem, ao seu amigo." (Pv 27.17). Porque amigos são para sempre. Embora, na ressurreição, nem nos casaremos, nem nos daremos em casamento; sendo, porém, como os anjos no céu (Mt 22.30), teremos amigos: aqueles amigos que nos receberão nos tabernáculos eternos! (Lc 16.9).
Feliz Ano Novo!!!!
Pr. Eduardo Leandro Alves