sábado, 21 de fevereiro de 2009

FALANDO SOBRE A IGREJA


O que você pensa da igreja? Qual a relação que você tem com ela? Para você a igreja é este templo apenas, ou também é composta de relacionamentos? Estes relacionamentos... Como são? São significativos, superficiais...

Uma boa forma de pensarmos sobre essas questões é darmos uma olhada nas igrejas do Novo Testamento.

Pr. Ricardo Agreste escreveu que em uma reunião do Projeto Timóteo, alguns jovens pastores foram incentivados a falarem sobre as suas vidas e seus ministérios. Falaram apenas um pouco de si mesmo, e muito das igrejas e dos projetos em que estavam envolvidos. Pareciam pais entusiasmados com as proezas de seus filhos. Passaram exaltar os feitos de suas igrejas...

Depois de ouvir todas essas argumentações, o moderador, um pastor experiente com os seus cabelos já brancos (contrastando com os jovens pastores presentes), de cabeça baixa e fala mansa falou: “sabem, a cada dia que se passa mais me convenço de quão bíblica é a minha igreja local. Observando as pessoas que se reúnem domingo após domingo e conhecendo suas histórias de segunda a sábado, identifico inúmeros pontos em comum com igrejas locais descritas nas páginas do Novo Testamento. Em minha igreja, temos alguns imorais, vários idólatras, um punhado de adúlteros e te mesmo homossexuais. Caluniadores e trapaceiros então... já perdi a conta de quantos são”.
Essa compreensão é chocante!!!!

O APÓSTOLO PAULO E SEUS “SANTOS”

Passando o espanto inicial e analisando as cartas do Apóstolo Paulo destinadas às igrejas, percebemos que elas estão cheias de exortações e repreensões devido a problemas como divisões, fofocas, adultérios, incestos, litígios entre pessoas, atitudes e preconceito entre ricos e pobres, entre outras coisas.

Mais surpreendente é como Paulo inicia as suas cartas. Sem exceção Paulo chama de SANTOS. Mas como chamar de santas pessoas assim? Em seguida entendemos que Paulo os chama de Santos em Cristo Jesus!

A não compreensão deste ponto tem levado muitas pessoas a enxergarem a igreja de uma forma crítica e severa. Algumas pessoas colocam em dúvida a validade da igreja enquanto comunidade dos discípulos de Jesus, por causa da qualidade de vida de algumas das pessoas que dela fazem parte. O filósofo ateu Friedrich Nietzche escreveu: “eu creria na salvação se eles (os cristãos) se parecessem um pouco mais com pessoas que foram salvas”.

Esta idéia tem feito muito mal às pessoas. Philip Yancey, em seu livro “maravilhosa graça”, escreveu: “rejeitei a igreja durante algum tempo porque encontrei bem pouco graça ali. Voltei porque não descobri graça em lugar nenhum”.

O grande problema é a falta de compreensão do material que Deus utilizou para formar a igreja. Se entendermos o porque Deus fez a igreja, compreenderemos melhor a vida da igreja. Ou seja, Deus não criou a igreja com o propósito que divulguem as suas próprias virtudes enquanto indivíduos, mas sim as virtudes de Deus em amá-los, perdoá-los e restaurá-los por meio da obra de Jesus Cristo na cruz. Com isso, a igreja se torna uma comunidade de agraciados, limitados e imperfeitos, mas a cada dia, trabalhados e lapidados por Deus por meio de seu imenso amor.

A IGREJA DE CORINTO

A própria cidade de Coríntios era bem complicada para uma igreja. Era uma metrópole caracterizada pelo comércio e, como uma cidade portuária, recebia pessoas de todos os lugares e sofria influências culturais variadas. A igreja trazia consigo influencias da cultura desta cidade, onde as ações comuns de uma cidade pagã se misturavam com os valores cristãos, dando origem a muitos problemas.

Paulo escreveu aos cristãos de Coríntio 6.9-10:
"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus".

UMA MÁ NOTÍCIA

Lendo estas palavras de Paulo, parece que ele está nos apresentando uma lista de pessoas que, devido a natureza dos seus erros, já estão pré-cozidas no inferno.

O problema pode ficar mais sério se entendermos que Paulo não tinha a intenção de criar uma relação exaustiva de erros que impediriam as pessoas de herdarem os céus. Em Apocalipse 21.8 há mais coisas “feias” listadas.

Ainda temos a criatividade humana que ao longo da história desenvolveu diferentes versões de perversão (chamados de programas de entretenimento para executivos estressados), de imoralidades (presente em programas de TVs do tipo Reality Show), de idolatria (como a adoração ao corpo, a imagem pessoal, ao dinheiro e aos bens materiais), de adultério 9como sexo virtual pela internet), de roubo (como desvio de verbas públicas, super faturamento de obras, propina, etc).

Assim, se a nossa primeira impressão deste trecho da carta de Paulo está certa, então termos duas conseqüência:

1. Na história, a igreja deverá ser uma comunidade limpa e pura, formada apenas por indivíduos e famílias nota dez. Gente corada, saudável, educada, bem resolvida e estruturada.

Ou:

2. Na história, a igreja se tornará em uma organização sem filiados e um espaço físico sem presença humana. Afinal, quem de nós poderia corresponder a tais expectativas?

UMA BOA NOTÍCIA

Paulo continua a escrever no versículo 11: “E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.”

Neste texto salta aos olhos a afirmação: É o que tem sido alguns de vocês. Paulo escrevendo a esta igreja faz referência a determinados erros que desqualificam pessoas para entrarem no reino de Deus, mas afirma que alguns daqueles que estão assentados nos bancos da igreja de Corinto são ex-perversos, ex-imorais, ex-idólatras, ex-homossexuais, ex-ladrões, ex-avarentos, ex-alcoólatras, ex-caluniadores e ex-trapaceiros. Você já imaginou estar sentado aos domingos no meio de uma turma com este currículo? Já pensou no seu filho crescendo entre eles? Já pensou em ter como um amigo que te visita regularmente em sua casa alguém deste time?

Bem, tenho três notícias que podem te chocar ainda mais:

1. A primeira é quando você está assentado em um banco da igreja você está sentado no meio de um monte de “ex” alguma coisa.

2. A segunda é que eu e você fazemos parte dos “ex” alguma coisa. Nós não gostamos de sermos confrontados com o nosso passado, mas cada um de nós, em sua própria fraqueza, carrega uma destas marcas de “ex”... O que nos qualifica para estarmos sentados em um banco de igreja, certamente não é o nosso currículo anterior. Quem pensa ao contrário não compreendeu ainda a essência do evangelho de Deus.

3. A terceira, e talvez a mais chocante e complicada, é que alguns daqueles que estão sentados culto após culto nos bancos das igrejas não são tão “ex” como deveriam ou parecem ser. Outros até são, mas vivem tendo recaídas. Eles ouvem, compreendem e acolhem o Evangelho de Deus, sendo tocados pelo seu amor. Contudo, variadas circunstâncias os levam a tropeçarem nos mesmos erros do passado, ou serem surpreendidos com novas tendências a erros do presente.

Nós temos muita dificuldade de reconhecer que a matéria prima utilizada por Deus para formar o que chamamos de igreja não consiste no que existe de melhor no mundo em termos de santidade, justiça, moralidade, entre outras virtudes. Ao estabelecer que o padrão de aceitação para pertencer a igreja seria a graça, Deus transforma a igreja numa comunidade de gente que traz profundas marcas em seu passado, grandes lutas no presente e a esperança de uma grande redenção de suas vidas e histórias no futuro. No entanto, esta esperança não faz delas gente acabada, mas ainda em obras.

Quem era o grupo de Jesus? Mateus um publicano. Pertencente a uma classe odiada pelos judeus, estavam totalmente envolvidos em esquemas de corrupção no poder público de seu tempo. Simão, o zelote, pertencia a um grupo de revolucionários armados, envolvidos em ataques terroristas em um esquema de rebelião nacionalista. E Pedro, o pescador? Homem simples, mas impetuoso, ora declarava amor por Jesus até a morte, ora negava conhece-lo até mesmo questionado numa roda de estranhos.

Esta é a matéria prima que Deus está usando, ao longo da história, para formar o seu povo e sua igreja. Gente limitada, imperfeita e falha. Por isso, ao lermos as histórias de suas vidas, o que nos salta aos olhos não é quão virtuosos eles eram. Mas quanto Deus foi gracioso para com eles. Da mesma forma será com nossas vidas. Ao contemplar as nossas histórias a partir da eternidade, seremos levados a louvar não nossas virtudes, mas o Deus gracioso que nos alcançou.

Na construção das afirmações no versículo 11, Paulo se utiliza de 3 verbos com 3 adjetivos diferentes: “mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.”
Somos lavados, santificados e justificados por um ato gracioso de Deus. É Deus que faz.

O Livro de Apocalipse no capítulo 7 descreve uma cena fantástica. Fala sobre uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que se encontram diante do trono de Deus. Todos vestem linho fino e branco. É aqui que João faz uma grande revelação! Aqueles que estão ali não compraram as suas vestes com as suas próprias vidas, nem as alvejaram com os seus próprios esforços. Elas foram compradas e alvejadas pelo sangue de Jesus derramado na Cruz!!!

No nosso passado pode até existir marcas de erros e deslizes ocorridos. Estas marcas nos relembram desde os nossos erros mais tolos até os mais grotescos. No entanto, quando nos aproximamos de Deus, crendo no que Ele fez por nós na Cruz, somos lavados completamente. Aos olhos de Deus não importa as lembranças que as pessoas ainda tenham do nosso passado, estamos limpos, completamente limpos!!

PARA PENSAR

Uma igreja local, nada mais é do que uma comunidade de pessoas ainda marcadas em suas lembranças pelos erros do passado, mas lavadas, santificadas e justificadas pelo sangue de Jesus no presente. Na medida em que constantemente estas pessoas são lembradas do amor de Deus por elas, passam a buscar o projeto de Deus para as suas vidas. No entanto elas ainda estão sujeitas aos deslizes, o que delas gente limitada e imperfeita.

Essa compreensão deve gerar em nós uma maior humildade na visão que temos de nós mesmos. Quando perdemos essa compreensão da realidade, passamos a esperar da igreja, e das pessoas que a formam, muito mais do que elas podem dar. No entanto, não atentamos para o fato de que isso revela que não apenas nossa expectativa acerca da igreja local está disfuncional, mas também a própria visão que temos de nós mesmos.

Na verdade, lá no fundo, estamos dizendo que somos bons demais para estarmos em uma igreja imperfeita. Passamos então a formular uma lista de decepções que tivemos para justificar nosso não envolvimento com uma comunidade cristã. Apenas esquecemos de ponderar na lista as contradições e os erros que marcam as nossos próprias vidas.
Larry Crabb afirma que só há duas coisas capazes de transformar o ser humano: a queda e a graça. A queda já fez a sua parte, fazendo com que homens e mulheres criados a imagem e semelhança de Deus tornassem pessoas egoístas e hedonistas em busca do seu próprio prazer e sua própria felicidade.

As leis podem conter esse egoísmo humano em níveis suportáveis socialmente. No entanto, as leis não conseguem transformar a disfunção gerada pelo pecado (queda) nos seres humanos. As leis podem até, com as suas punições, conter alguma coisa da maldade humana. Por isso que quando não há punição os níveis de crueldade alcançam patamares insuportáveis.

Porém, a graça de Deus oferecida na morte e ressurreição de Cristo Jesus, não gera uma simples barreiras para conter as disfunções dos seres humanos. A graça de Deus gera transformação de dentro para fora. Na medida em que uma pessoa compreende e acolhe a graça de Deus ela é gradativamente movida na direção da transformação de seus valores e do redimensionamento de sua estrutura de vida.

Devido a isso, acredito que uma igreja local comprometida com o evangelho de Jesus, não pode simplesmente viver na aplicação da lei. A igreja deve ser reconhecida como uma comunidade que conhece e vive intensamente a graça de Deus. Pessoas marcadas pelo passado devem experimentar em seu ambiente a oportunidade de serem lavadas, santificadas e justificadas por Deus.

Ao reconhecermos que a igreja é uma comunidade formada por pessoas falhas e que devem ser constantemente alvos da graça de Deus, não nos isenta da responsabilidade de zelarmos e encorajarmos uns aos outros e buscarmos a novidade de vida que nos é oferecida por Deus em todas as dimensões de nossa vida.

Nas epístolas paulinas encontramos, freqüentemente, orientações para que a igreja exista aconselhamento, encorajamento, repreensão mútua para nunca perdermos o foco do que Deus está fazendo em nós “novas todas as coisas”. Contudo, todas estas questões devem ser feitas com verdade e amor.

Fechar os olhos para as opções erradas que um irmão ou irmã da igreja está fazendo em sua vida não ;e um ato de graça, mas de descaso e irresponsabilidade. Como disse Philip Yancei, “Deus nos ama o bastante para nos aceitar como somos, mas nos ama demais para permitir que continuemos os mesmos”. Uma igreja comprometida com a obra de Deus na vida dos que a ela se achegam, deve também ser uma igreja que ama o bastante para acolher as pessoas da forma em que estão, mas que ama demais para permitir que continuem se machucando se ferindo ao longo da vida.

Isso é a Igreja de Deus. Desta igreja eu sou um entusiasta!!!!

Soli Cristhus!!!

Eduardo Leandro Alves

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

EU FUI GOSPEL!




Ainda me lembro do final dos anos 80 e início dos anos 90. Não sei se todos na minha idade, pouco mais de 30 anos, tem a mesma impressão que tenho hoje. A ditadura estava acabando, logo, a minha geração não sabe o significado na prática de termos como “AI5”, “golpe de 64”, “exilados políticos”, etc. Para mim são apenas assuntos históricos. Obviamente relevantes para o país, mas eu não vivi isso.

Vi pela televisão a constituinte de 1988. Vi, também pela televisão os grande comícios para as “Diretas Já”. Vi o Tancredo sendo escolhido, mas o Sarnei sendo empossado. Vivi o frenesi com a eleição e depois derrubada do Collor. Lembro-me bem do ano de 94, ano do Penta Campeonato de Futebol que o Brasil conquistou nos EUA. Nessa época cursava o final do antigo segundo grau no Colégio Estadual Nazira Salomão. Um dia ia sair um ônibus de estudantes para a cidade do Rio de Janeiro para participarem de uma passeata dos “caras pintadas”. Um colega me chamou para ir. Eu perguntei: "Porque você vai"? Ele disse: "Pô! Vai ser muito manero! Vamos lá agitar! A galera toda vai." Resolvi não ir. Hoje penso que foi melhor. Sem querer defender o Collor, PC Farias e companhia, nos últimos meses surgiram escândalos e roubalheiras bem piores... A diferença é que os que estão no poder hoje, antes estavam incitando as massas nas ruas...

Pois é, como vivia em uma cidade do interior, às vezes algumas coisas da vida eram uma espécie de "eco" do que ocorria nas grandes capitais. No meio evangélico era da mesma forma. Era a época do “movimento gospel”.

Comecei a tocar bateria um pouco tarde na idade, tinha uns 12 anos. Na minha casa não tem nenhum músico. Com exceção da minha irmã e da minha mãe, todos somos desafinados. Mas eu queria tocar. Em parte devido a influência de um primo que tocava vários tipos de instrumentos musicais e ainda tocava em uma banda evangélica o "Nova Geração" (parece nome de banda de pagode, mas era uma banda que fazia um estilo pop-rock). Comecei a tocar na igreja. Eu era horrível! Ainda me lembro do meu Pastor parando os hinos no meio e mandando-me parar... que vergonha!

O tempo passou e eu melhorei. Nunca fui o melhor. Embora houvesse uma disputa silenciosa entre os bateristas evangélicos da cidade, eu não passava vergonha nos “shows”.

Fui um dos primeiros da minha cidade a assistir a grande seventos gospel. Fui várias vezes a São Paulo para assistir aos S.O.S da Vida promovidos pela Renascer (Pacaembu, ginásio da Portuguesa, Sambódromo) e também em cultos na Avenida Lins de Vasconcelos, tudo em São Paulo. No Rio também fui ao Maracanã e Apoteose. Vi o Bride, Petra, Guardian, White Cross, Michael W. Smith, entre outros.

Em Angra dos Reis fizemos vários shows na rua, em clubes, praças... Foi uma época bastante agitada... Agora, imagina, eu era membro da Assembléia de Deus e estava envolvido na maioria dos “shows evangélicos” da cidade. Abri até uma loja, a “Gospel Music”, que vendia Disco de Vinil e artigos de divulgação do movimento gospel. Imagina só! Era muita doideira... Uma vez um irmão entrou na loja e eu fui oferecer para ele um disco do Resgate com o título: “Vida, Jesus e Rock`N´Roll”. Ele clamou o sangue e foi embora!

Pois é, o tempo passou, e com ela a adolescência. Tive muitos problemas na minha adolescência, especialmente na parte final. Muitos deles porque eu queria me encontrar. No fundo de tudo o que eu fazia, o maior desejo era agradar a Deus. Embora tenha certeza que na maioria das vezes isso não aconteceu. Mas tentei. Eu admirava aqueles cantores de bandas... Ainda me lembro quando a minha banda abriu um show para o Brother Simion (vocalista do Katsbarnéa), ele era o ícone da época gospel. Ainda dormiu na sala da minha casa! Puxa! Para um garoto, isso foi uma onda e tanto!

Na época fomos mal compreendidos pelos pastores. Como meninos, só estávamos tentando louvar a Deus de uma forma que conhecíamos. Esse era o discurso: "Vamos levar Jesus aos lugares onde a linguagem tradicional da igreja não consegue chegar".

Haviam muitas pessoas sinceras, bem intencionadas, mas também haviam os exploradores. Logo estávamos servindo de palanque eleitoral, bucha de canhão. O ideal de levar Jesus foi sendo substituído pela fama, pela disputa, pela ganância. Os shows foram ficando cada vez mais shows. A diferença com o mundo foi diminuindo cada vez mais. Ingressos eram cobrados, cachês pagos (cada vez mais caros), exigências cada vez mais parecidas com artistas do mundo... Em pouco tempo as apresentações começaram a ser conjuntas, ou seja, bandas não evangélicas começaram a se apresentar com bandas evangélicas... A coisa foi se complicando cada vez mais...

O tempo passou, amadurecemos, casei, tornei-me pastor pela bondade de Deus. A bateria ficou para trás. Mas o ideal de querer servir a Deus em verdade e sinceridade, só fez aumentar. Hoje não sou mais gospel. Na verdade, nem gosto mais do termo. A leitura que faço do movimento é que ele se perdeu no caminho. Hoje quero apenas ser servo do Senhor.

O que escrevi é apenas uma história, ecos da minha lembrança, tudo ficou no passado, mas deixou lições muito importantes, como por exemplo: Não podemos criticar o que não conhecemos e nem julgar uma pessoa por uma única situação; não podemos perder o foco de ter Deus em primeiro lugar; sempre buscarmos a moderação. Além de ter a certeza que um dia, o adolescente vira homem (adulto). E a história segue o seu rumo.

sábado, 29 de novembro de 2008

O Paradoxo da Pregação


Estava ouvindo o rádio esses dias e ouvi um hino que dizia; “Ainda bem, eu vou morar no céu!”. Fiquei ouvindo esse hino e percebi que ele cantava que esse mundo é muito difícil de se viver, mentiras, enganos, roubo, gente ruim, etc... Mas, o que consolava ele, era saber que ele sairia daqui e iria morar no céu!!
Parei para pensar nisso e me lembrei o que Paulo disse: “Se esperarmos Jesus somente nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens”. Analisei que segundo a linha teológica que sigo, eu acredito que a tendência do mundo é ir de mal a pior. Ou seja, não melhorará. Ao mesmo tempo, percebi que eu também acredito que o evangelho de Jesus, que eu prego e ensino, transforma o homem todo. Salva a sua alma e muda a sua vida enquanto pessoa, cidadão, pai de família, amigo, etc. Acredito que o evangelho muda a vida do ser humano por completo e, que, por conseguinte, muda o ambiente no qual ela está inserido.
Percebi que isso é um paradoxo. Se eu acredito que o mundo vai piorar, como eu posso pregar que as coisas vão ficar melhores se o homem crer que Jesus é o filho de Deus e entregar a sua vida a Ele? Pude então perceber que na verdade, o evangelho muda o homem, o homem transformado muda o seu ambiente (não o mundo), porque se não for assim, esse mundo ficaria impossível de se viver! Se a igreja não anunciar a salvação, se as pessoas não tiverem a sua vida transformada, a luz diminuirá até se apagar e o que sobrará serão apenas trevas e escuridão. Ou seja, de todas as formas que você olhar, a pregação do evangelho é necessária.
Mas AINDA BEM, EU VOU MORAR NO CÉU!!!!
Eduardo Leandro Alves

sábado, 1 de novembro de 2008

Quem é Jabes?


E foi Jabes mais ilustre que seus irmãos (I Cr 4.9).

Estamos há poucos dias das comemorações de Ano Novo. Isso me faz lembrar o que li de Albert Lee sobre a celebração chinesa de Ano Novo. Na China as celebrações de Ano Novo são bem divertidas. Quando os parentes e amigos se reúnem, é costume que os adultos lhes dêem pequenos envelopes vermelhos, contendo pequenas quantias de dinheiro. As crianças, muitas vezes, rasgam os seus envelopes para obter o dinheiro, e os seus pais têm que lembrá-los que o doador é mais importante que o presente.
Essa história é muito importante quando estamos olhando para a oração de Jabes.

Quando estudamos essa oração é importante lembrar que o Doador, o Senhor, é mais importante do que o presente. Quando focamos somente a oração de Jabes, podemos, facilmente, incorrer no erro de fazer dela uma fórmula para conseguir de Deus o que queremos – é bem verdade que alguns a tem por fórmula.

Não sabemos muito a respeito de Jabes, a não ser que sua mãe lhe deu um nome que, em hebraico, significa “angústia” ou “ dores”. Também nos é dito, através da Bíblia, que quando ele cresceu “foi mais ilustres que seus irmãos”.

O que fez Jabes ser “mais ilustre”? Segundo a sua oração podemos deduzir que ele levou o seu relacionamento com Deus a sério. Esse foi o segredo de Jabes. Não há, e nem houve, nenhuma fórmula mágica na oração de Jabes. Antes, ele sabia que Deus é o doador de todas as coisas. Creio que Jabes foi respeitado porque ele honrou ao Senhor.

Com isso, quero dizer que a nossa oração deve ser a de termos um caráter como o de Jabes, que viveu para agradar a Deus. Não podemos fazer de nossas orações palavras mágicas como: “abra-cadabra” ou “abre-te-césamo”. Às vezes é isso que fazemos com nossas orações: tentamos coloca-las da melhor forma possível para conseguirmos os nossos objetivos. Porém, como disse Albert Lee, “o propósito da oração não é o de conseguir o que queremos, mas de nos tornarmos no que Deus quer”.

Que assim seja em nossas vidas.

Eduardo Leandro Alves

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A FORMA DE RESPONDER AOS CRÍTICOS



Estou fazendo grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria a obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? (Ne 6.3)

Esse texto é muito interessante. Nele temos princípios excelentes para orientar a nossa vida. Um deles é nos mostrar como devemos nos portar diante das dificuldades e dos maus críticos que surgem no nosso dia-a-dia.

Esse texto de Neemias relaciona-se com a reconstrução dos muros de Jerusalém após o cativeiro babilônico. A árdua tarefa foi realizada em impressionantes 52 dias, com mulheres trabalhando lado a lado com os homens (cf. Ne 3.15 e 6.12.).
Devemos ter em mente que Daniel havia profetizado que os muros seriam reconstruídos "em tempos angustiosos" (Dn 9.25). Certamente, Neemias conhecia essa profecia. Por isso, talvez não se tenha impressionado muito quando alguns críticos chegaram e tentaram impedir o trabalho. Neemias disse que Sambalate, o horonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o arábio, haviam-no desprezado e zombado dele (Ne 2.19). Certo dia, um dos críticos foi examinar o muro e ridicularizou-o: "Vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra" (Ne 4.3). Mesmo com essa enxurrada de críticas Neemias recusou-se a interromper a obra que Deus lhe havia confiado e a discutir com seus críticos. Com certeza essa é uma boa forma de responder aos críticos.

Certa vez, alguém perguntou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso porque ele não havia respondido a uma crítica leviana feita a seu respeito. Ele respondeu: “Quem me conhece sabe que é mentira. Quem fez essa crítica está criticando um personagem criado por ele mesmo. Se eu responder, dou vida a esse personagem criado”.
Dizem que quando o engenheiro George Washington Goethals estava construindo o Canal do Panamá, enfrentou problemas de topografia e de doenças tropicais que teriam intimidado um homem de menos fibra. Mas o pior problema foi ter que suportar comentários irônicos de críticos amargos de seu próprio país. Estes tinham certeza de que ele fracassaria. Afinal de contas, não havia o Visconde de Lesseps, famoso construtor do Canal de Suez que liga o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, falido e desistido de construir o Canal do Panamá? Mas Goethals ignorou esses críticos de plantão.

Certo dia, um de seus subordinados perguntou-lhe com uma certa angústia:

- O senhor não vai dar uma resposta a esses críticos?
- Sim, oportunamente.
- Mas quando e como?
- Com o canal pronto.
Que bela resposta!

Muitos podem estar nos criticando, mas, assim como Neemias tinha conhecimento da profecia de Daniel, nós temos o conhecimento e certeza da obra que Deus nos confiou. Portanto, se você tem certeza que Deus lhe confiou uma grande obra, não pare, não sucumba ante as críticas ferozes dos inimigos. Não dê vida aos personagens criados por outros. Deixe que Deus fale por você. Deixe que as obras que Deus lhe confiou respondam aos Sambalate e Tobias da pós-modernidade.

Soli Cristus!

Eduardo Leandro Alves

domingo, 23 de dezembro de 2007

E o Verbo se Fez Carne Num Estábulo em Belém



Talvez o momento da data na qual comemora-se o o Natal já tenha passado, assim como também o período festivo de fim de ano. Mesmo assim, seja em qual época do ano você estiver lendo este texto, penso que é um momento oportuno. Além do mais, nosso “natal” é diário. Nossa vida é contar a história do Deus que se fez homem para nos salvar. Quero escrever, em rápidas palavras sobre a visão de dois autores: Lucas e Mateus. Eles nos apresentam o nascimento de Jesus de duas perspectivas diferentes. Cada uma põe à prova o nosso entendimento de um aspecto central da nossa fé. Em Lucas, é a natureza do senhorio de Cristo. Em Mateus, é o que significa seguir esse Senhor.

Percebo na história de Lucas elementos bastante calorosos e cheos de alegria: " Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! " (Lucas 2.8-14).

A narração de Lucas nos faz lembrar de vários cânticos festivos. Anjos que cantam, pastores em paz nos campos... Tudo dará certo. Nasceu o Rei. É o que nos diz Lucas.

Mateus, entretanto, nos mostra outra visão. Olhe bem e perceberá que nem tudo está bem. A criança não está no estábulo, mas na casa (Mt 2.9-11). Saem as mulheres; entram os homens. Em lugar dos pastores, há magos. No lugar de anjos que cantam, Herodes e seus soldados estão arrombando portas em busca de meninos que tiverem menos de dois anos de idade. Em lugar de paz, há perturbação (Mt 9.16-18).

"Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, [choro] e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem" (Mateus 2.18).
Herodes ouve aquelas canções felizes sobre o nascimento do Rei e mata todos os meninos de Belém. Soldados furiosos, cumprindo a ordem do rei, saem com suas espadas brilhantes prontas a assassinar. As mães choram sobre túmulos pequenos e rasos, isso é o relato de Mateus.

Interessante é que tanto Lucas quanto Mateus nos desafiam. Lucas desafia e demonstra o nosso conceito do senhorio de Cristo. Ele nos diz que chegou o Salvador, Cristo, o Senhor. Ao lermos, perguntamos: "Onde?". E, em vez de nos remeter a um rei no trono ou a um guerreiro montado, Lucas nos mostra um recém-nascido numa manjedoura. "E isto vos servirá de sinal", afirma Lucas. "Este é o seu Deus, este bebê." Interessante, Cristo, o Senhor, era igualmente indefeso. O amor pela humanidade o deixou vulnerável.

Contudo, Mateus não nos permitirá ser ingênuos quanto a seguir esse Senhor. Seguimos um recém-nascido que possui inimigos ferozes que matarão inocentes para chegar até ele. Só de ouvirem falar deste bebê, o ódio do rei Herodes e de seus soldados, lhes incita ao ódio.

Assim, entendemos que viver o estilo de vida do Deus que se fez homem, paz e boa vontade para com os outros, fará todas as tropas do inferno saírem para deter-nos. Somos chamados para sermos discípulos em um mundo em que o bem se paga com o mal e onde os justos sofrem pelo bem que fazem.

Faço a pergunta: você está realmente pronto para cantar "Noite feliz"? Você entende o que acontecerá quando contar a história da mãe virgem e de seu bebê? Será a melhor história que o mundo já ouviu. Alguns cantarão. Alguns matarão. Mas nós, devemos contá-la todos os dias. Jesus nasceu.

Ev. Eduardo Leandro Alves

Sec. Exec. de Missões – SEMAD-PB

sábado, 24 de novembro de 2007

EU TENHO UM SONHO...


Eu Tenho um Sonho


Essa frase foi titulo de uma famosa mensagem do Pr. Martim Luther King (defensor dos direitos dos negros americanos). Assim como essa famosa mensagem ele fez outra: “Eu vejo a terra prometida”. Ao final desta mensagem, quando saiu da igreja, Luther foi assassinado por alguém que discordava das suas idéias. Naquela noite ele viu a terra prometida.

Fico pensando que já nos cansamos de sonhar. O ex-presidente FHC declarou a um jornal do Piaui que “o Brasil é isso mesmo que está aí”. Parece que se cansou. O Brasil que está aí nas páginas dos jornais é o do mensalão, dos sangue-sugas da saúde, dos corruptos e corruptores. Pelo menos é esse Brasil que se escancara a nossa frente todas as vezes que lemos os jornais e revistas.

Certa vez o profeta Habacuque perguntou a Deus, ou melhor, questionou a Deus, “Até quando clamarei violência e não responderás...”
Ultimamente tenho feito esta pergunta, até quando...

Até quando...

Suportaremos políticos que tratam como pessoal a coisa pública. Empresários corruptos que corrompem pessoas simples, e os que não se deixam corromper acabam destruídos pelo poder do seu dinheiro.
Lembra-se do caseiro Francenildo? Teve a coragem de confirmar as maracutaias feitas na casa em que trabalhava, e até pouco tempo atrás estava desempregado. O denunciado, como se sabe, possui “imunidade parlamentar” e ganha em torno de R$ 100.000,00 (com os auxílios que a câmara lhe oferece)

Até quando....

Teremos que suportar o homem mal prevalecer, assassinar, roubar, destruir famílias, viverem nababescamente à custa das desgraças alheias, mandar e desmandar e nada lhe acontecer? Quero esclarecer que creio na intervenção divina, mas pergunto aos homens investidos de autoridade.

Até quando....

Teremos que suportar pastores indignos de comunicar a fé subindo nos púlpitos e ludibriando as pessoas de boa fé?
Se pararmos para pensar na vida, talvez fiquemos entre o questionamento do profeta Habacuque e a dúvida do salmista Asafe no salmo 73. Em relação a vida do ímpio, ele diz

Os maus não sofrem; eles são fortes e cheios de saúde. Eles não sofrem como os outros sofrem, nem têm as aflições que os outros têm. Por isso, usam o orgulho como se fosse um colar e a violência, como uma capa. O coração deles está cheio de maldade, e a mente deles só vive fazendo planos perversos. Eles gostam de caçoar e só falam de coisas más. São orgulhosos e fazem planos para explorar os outros. Falam mal de Deus, que está no céu, e com orgulho dão ordens às pessoas aqui na terra. Assim o povo de Deus vai atrás deles e crê no que eles dizem. Eles afirmam: “Deus não vai saber disso; o Altíssimo não descobrirá nada!” Os maus são assim: eles têm muito e ficam cada vez mais ricos. Parece que não adiantou nada eu me conservar puro e ter as mãos limpas de pecado. Pois tu, ó Deus, me tens feito sofrer o dia inteiro, e todas as manhãs me castigas. (BNLH)

Até quando... Essa era a angústia de Asafe. Esta é a minha angústia.

Até quando...

Participarei de uma Igreja (veja bem, o I é maiúsculo, ou seja, não é em relação a igreja local, mas ao sistema) que sede a tentação do poder, que prefere não se envolver para não ser perseguida? Uma Igreja que a cada dia vai se alienando e com isso perdendo a sua vocação profética de denunciar os abusos e injustiças que são cometidos a nossa volta?

Até quando terei que suportar uma igreja que aplaude os poderosos e negligencia o fraco. Ou seja, uma igreja que nega o evangelho de Jesus, que veio para os doentes, fracos, oprimidos e sobrecarregados.

Até quando...

Terei que agüentar uma justiça que prioriza os poderosos em detrimento dos mais fracos. Diz-se que a justiça é cega, mas os “bons advogados” têm mais possibilidades de encontrar as brechas na lei, que na maioria das vezes sempre prioriza os fortes.

Lendo o Salmo 73 inteiro, talvez tenha encontrado a resposta:
Se eu tivesse falado como os maus, teria traído o teu povo. Então eu me esforcei para entender essas coisas, mas isso era difícil demais para mim. Porém, quando fui ao teu Templo, entendi o que acontecerá no fim com os maus. Tu os pões em lugares onde eles escorregam e fazes com que caiam mortos. Eles são destruídos num momento e têm um fim horrível. Quando te levantas, Senhor, tu não lembras dos maus, pois eles são como um sonho que a gente esquece quando acorda de manhã. O meu coração estava cheio de amargura, e eu fiquei revoltado. Eu não podia compreender, ó Deus; era como um animal, sem entendimento. No entanto, estou sempre contigo, e tu me seguras pela mão. Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso. Os que se afastam de ti certamente morrerão, e tu destruirás os que são infiéis a ti. Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do Senhor Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito. (BNLH)

Mesmo assim, eu tenho um sonho...

Um sonho que um dia a segunda parte deste Salmo se torne realidade. Onde os insolentes, os malvados, os que zombam de Deus serão esquecidos. Desaparecerão assim como a neblina desaparece pela manhã, como um sonho ruim que esquecemos...
Tenho um sonho de não perguntar mais até quando, mas de poder dizer como o profeta Habacuque em seu livro no capítulo 3.17-19, após ter ouvido de Deus as resposta de seus questionamentos:
Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao Senhor e louvarei a Deus, o meu Salvador. O Senhor Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro. (BNLH)

Até quando Senhor............

Pr. Eduardo Leandro Alves, um irmão com saudades.
In memorian de Joaquim Leandro Alves Neto