sábado, 4 de fevereiro de 2012

AS OBRAS DO SENHOR




Ultimamente tenho lido alguns livros do Pr. Eugene Peterson que tem me inspirado teologicamente sobre a questão da oração/espiritualidade. Baseado nisso, nessa semana que falar algo sobre o Salmo 46.

Dois mandamentos nos direcionam do mundo da mente pequena da auto-ajuda ao imenso mundo da ajuda de Deus. Primeiro, “venham, contemplem as obras do Senhor”. Deem uma olhada longa e detalhada naquilo que Deus está fazendo. Isso requer atenção, paciência e concentração energética. Às vezes, parece que todas as outras coisas são mais barulhentas que Deus. As manchetes e frases em neon e os amplificadores de som do mundo anunciam as obras humanas. Mas, e as obras de Deus? Para muitos elas são pouco conhecidas, mas também são inevitáveis se simplesmente as olharmos. Elas estão em toda a parte. Elas são maravilhosas. Deus, no entanto, não tem agência de relações públicas. Ele não monta nenhuma campanha publicitaria para obter nossa atenção. Ele simplesmente nos convida a olhar. Neste convite, o caminho da  oração é uma forma esplendida de olhar para as obras do Senhor.

Por exemplo, posso dizer que Deus está engajado no desarmamento mundial. Todas as tentativas pelas quais homens e mulheres tentam impor à força suas vontades sobre seus semelhantes e inimigos são jogadas no lixo. A violência não funciona, nunca funcionou. Nunca funcionará. Armas não são funcionais.
A história da violência é uma história de fracassos. Nunca houve uma guerra vencida. Nunca houve uma batalha vitoriosa. O usa da força destrói toda realidade que é exercida em seu favor, quer seja honra, verdade ou justiça. Vivendo no tipo de mundo em que vivemos e sendo os pecadores que somos, às vezes não conseguimos evitar a violência. No entanto, mesmo quando ela é inevitável, não é correta. Deus não tem parte nela.

Um olhar firme e constante sobre as obras de Deus enxerga que a nossa produção tola e frenética de armas (quer elas sejam pessoais, quer nacionais, psicológicas ou materiais) está sujeitando ao desarmamento sistemático e determinado. A ação violenta é a antítese da ação criativa. Quando não temos mais vontade ou paciência de sermos criativos, tentamos expressar nossa vontade por meio da coerção. Sendo assim, sou levado a pensar que a preguiça e a imaturidade respondem por grande parte da violência mundial. Por mais predominante que a violência seja, no entanto, a pessoa em oração enxerga que ela não é a maneira como a maior parte do mundo, pelo menos não o mundo da ação de Deus, trabalha. São necessárias, no entanto, energia e maturidade para enxerga-la e sustentar essa visão.

O Salmo 46 leva-nos a outro mandamento: “aquietem-se, e saibam que eu sou Deus”. Isso é muito interessante. Parem de correr pelas ruas e percebam que há mais na vida do que as suas “correrias” permitem que vocês vejam. A inquietação nos torna incapazes de ter intimidade, de possuirmos relacionamentos profundos. Quem está disposto a manter uma conversa, da mais simples que seja, com uma pessoa que não para quieta para ouvir? Com Deus é da mesma forma. Se Deus é o centro vivo da redenção, é importantíssimo estarmos em contato com essa vontade pessoal e respondermos a ela. Deus possui uma vontade para esse mundo e precisamos estar sintonizados com ela, devemos persistir até descobri-la, até encontrar o nosso lugar nessa vontade soberana. Mas só descobriremos, se nos aquietarmos...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012



Eugene Peterson escreveu que a “adoração não satisfaz a nossa fome por Deus – ela estimula o nosso apetite. Nossa necessidade de Deus é atendida por intermédio do engajamento na adoração – ela é profunda. Transborda a hora e permeia a semana. A necessidade é expressa em um desejo de paz e segurança. Nossas necessidades cotidianas são mudadas pelo ato da adoração. Não estamos mais vivendo da mão à boca, lutando ambiciosamente na corrida humana rumo ao topo para fazer o melhor que pudermos a partir de uma existência inferior. Nossas necessidades básicas repentinamente se tornam merecedoras da dignidade das criaturas feitas à imagem de Deus: paz e segurança”.

Ao analisarmos o texto bíblico, encontramos palavras com significadas maravilhosos. Entre essas palavras pode-se citar Shalom, paz. Não é possível defini-la apenas olhando o dicionário bíblico, assim como não se pode identificar uma pessoa apenas olhando o número do seu RG. Shalom reúne todos os aspectos da integridade que resultam da realização da vontade de Deus em nós. Ela é a obra de Deus que, quando completa, libera rios de águas vivas em nós e por nós e pulsa com vida eterna. Todas as vezes que Jesus curou, perdoou ou chamou alguém, ele nos deu uma demonstração de paz, shalom.

Uma outra palavra é shalvah, que significa segurança. Ela não tem nenhuma ligação com política de segurança, grandes contas bancárias ou armamentos. Sua raiz significa tempo livre – a postura de alguém que sabe que tudo está bem porque Deus está sobre nós e por nós em Jesus Cristo. Ela é o descanso da pessoa que sabe que todos os momentos de nossa existência estão à disposição de Deus, sob a misericórdia divina.
A adoração inicia uma participação ampla e diária na paz e segurança, de modo que podemos compartilhar em nosso cotidiano aquilo que Deus inicia e continua em jesus Cristo.

Alegrei-me com os que me disseram: "Vamos à casa do Senhor! "
Nossos pés já se encontram dentro de suas portas, ó Jerusalém! 
Salmos 122.1-2

domingo, 29 de janeiro de 2012

A vida que vivemos...


Não começamos a vida sozinhos. Não terminamos sozinhos. A vida, especialmente quando experimentamos pela fé o ato recíproco e complexo da criação e da salvação, não é formada a partir de nossos conhecimentos culturais ou de nossa genética. Ela não é martelada para unir tábuas e pregos de nossos pensamentos e sonhos, nossos sentimentos e fantasias. Não somos autossuficientes. Entramos em um mundo criado por Deus, que já possui uma história rica que já está repleta de participantes comprometidos – um mundo de animais e de montanhas, de política e de religião; um mundo onde pessoas constroem casas e criam filho, onde vulcões expelem lavas e rios desembocam no mar; um mundo no qual, por mais que observemos, enxerguemos e estudemos atentamente, tem coisas surpreendentes acontecendo o tempo todo. Sempre nos surpreendemos porque estamos em algo que está além do nosso controle, algo que está acima de nossas cabeças. Algo criado por Quem está acima de nossa compreensão.

Então, nas palavras de Eugene Peterson, “é na oração nos realizamos e fazemos a nossa parte nesse complexo envolvimento com absolutamente tudo o que existe, não importa o quão distante ele pareça a nós ou quão indiferente sejamos a ele. Esta oração não é um trabalho secundário emocional ou estético ao qual nos entregamos depois que o nosso trabalho verdadeiro foi realizado; antes, ela é o tecido conector de nossa existência dispersa.” O mundo da criação interpenetra o mundo da redenção e o mundo da redenção interpenetra o mundo da criação. Os céus extravagantemente orquestrados e a terra exuberante formada não são o pano de fundo para promover um pouco de beleza sobre o Ser de Deus, antes, eles são a grande beleza na qual encontramos nosso lar, espaço no qual vivemos a cruz de Cristo expansivamente, de coração aberto em louvor.

Nesse espaço de vida, no tempo que Deus reservou para nós dentro da sua extravagante criação que é interpenetrada pela salvação, vivemos o paradoxo da liberdade. Somos livres para escolher, mas obrigados a fazer a escolha. Façamos as escolhas certas, cada um de nós é responsável por suas escolhas. Nesse processo de viver a liberdade e fazer escolhas, a oração é uma ferramenta indispensável para ver além.

Estremeça na presença do Soberano, ó terra, na presença do Deus de Jacó!
Ele fez da rocha um açude, do rochedo uma fonte. 
Salmos 114.7-8

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Profetas ou Marqueteiros?


Pensando sobre algumas práticas, discursos e mensagens de alguns líderes religiosos, descobri pouco do evangelho de Jesus, encontrei mensagens que motivam as pessoas a serem mais “estrelas” do que santos, a verem a Igreja, o evangelho (seria isso mesmo evangelho de Jesus?) como mero shows de entretenimento. Os shows? Os shows não questionam nada, nem promovem nenhuma mudança real na igreja. E o evangelho em tudo isso? E a evangelização? O evangelho é outra coisa. Porém, parece que já não é mais prioridade. A prioridade é a renovação do sentimento religioso, a redescoberta do prestígio sobrenatural do líder e do prestígio social da igreja, como já foi defendido por um famoso teólogo de nosso tempo.

Em muitos aspectos o evangelho entra em conflito, ou até mesmo em contradição com essa realidade que, para muitos, vai se tornando natural. Muitas das lideranças cristãs, no afã de verem as massas lhes seguindo acabam por adaptar a mensagem às demandas desse “mercado religioso”, com isso anunciam o que as pessoas querem ouvir. Nesse caso ocorre uma subordinação da Missão da Igreja à demanda dos consumidores religiosos.

Essa subordinação pode ser entendida como a vitória da lógica do marketing sobre a lógica religiosa ou profética. Na lógica do markenting empresa (ou igreja) procura, em primeiro lugar saber quais são os desejos dos consumidores e a partir disso elabora os seus produtos (bens físicos, simbólicos ou discursos), para atender esses desejos. Enquanto que na lógica profética procura-se conhecer primeiro a vontade de Deus, ou a verdade a ser alcançada através de uma iluminação e depois se anuncia essa verdade mesmo que ela entre em conflito como desejo da maioria da população. Os profetas sempre denunciam o que há de errado na sociedade, nas instituições religiosas e na vida das pessoas e anunciam a esperança de um novo porvir, de uma alternativa possível. Talvez por isso, que, via de regra, os profetas aos olhos humanos “sempre se deram mal”. Elias foi ameaçado de morte, assim como Eliseu, Jeremias foi preso, Daniel traído... a lista seria longa se fossemos tratar de todos, inclusive os discípulos que sofreram martírio, os cristãos primitivos da igreja, etc.

A mensagem do evangelho sempre andou na contra-mão do sistema. Nunca agradou a maioria, sempre questionou, por isso éramos (somos?) chamados de protestantes. Profetas protestam contra o pecado, corrupção, exploração, abuso do nome de Deus. Denunciam o pecado de uma sociedade consumista que quer um Deus apenas para atender as suas necessidades temporais. Jesus pode atender as necessidades temporais (não se nega isso), contudo, está mais interessado em salvar a alma, pois ela não deixa de existir, não pode ser destruída.

Senhor, precisamos urgentemente de profetas neste século XXI!! Porém, quando eles anunciarem as suas Palavras, não nos deixe apedrejá-los, nem trancafiá-los, nem expulsá-los. Que nossos corações sejam compungidos no temor ao único Deus, soberano, salvador e galardoador daqueles que O buscam.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Espiritualidade: o problema da definição

Citando Droogers[1], “espiritualidade como conceito não existe na ciência da religião. Ela não é uma categoria que os cientistas da religião usam nas suas descrições e nos seus livros de introdução. E a razão parece estar clara: espiritualidade é um conceito cristão cuja definição quase sempre e termos teológicos, incluindo exatamente as pressuposições sobre verdades e objetivos que as ciências da religião querem evitar em suas descrições.”
Tratando-se de espiritualidade como um conceito cristão, três autores (teólogos) precisam ser citados para que a discussão seja ampliada: James Houston[2], Eugene Peterson[3], Henry Nowen[4] e o brasileiro Riccardo Barbosa.[5] Baseado nas propostas de Droogers, e influenciado por estes pensadores, entendemos que a espiritualidade é o tema da agenda religiosa neste período em que estamos vivendo. Em todos os encontros, debates e discussões ela está presente. Não apenas no universo teológico, mas cultural, empresarial e econômico. Todos conversam sobre o assunto, falam de suas experiências, descrevem seu momento espiritual. Empresas preocupam-se com o estado espiritual dos seus executivos, cursos e palestras são oferecidos, livros e revistas especializados no assunto surgem a cada dia. Como diz o Pr. Eugene Peterson, “quando encontramos um grupo de homens conversando sobre colesterol é porque estão preocupados com sua saúde, alguma coisa não vai bem, doutra forma, não conversariam sobre o assunto. Quando vemos e ouvimos muita gente conversando e lendo sobre espiritualidade é um mau sinal, a luz vermelha está acesa, é um tema que preocupa, que não está de todo resolvido, há inquietações”.
            Antes de mais nada é bom lembrar, citando Pr. Ricardo Barbosa, em seu texto “Espiritualidade e Espiritualidades” que “quando falamos de espiritualidade não estamos nos referindo apenas à obra do Espírito Santo, mas também aos movimentos do espírito humano na busca por identidade e significado. Neste sentido podemos falar de espiritualidades. Não se trata de uma realidade, mas de várias, com expressões e formas diferentes”.
            É possível que, nunca vivemos na história um período tão marcado pela busca do sagrado e por uma abertura espiritual como vivemos hoje. Isto se vê mais acentuadamente na cultura ocidental que por pelo menos quatro séculos sofreu uma espécie de “repressão por uma ditadura racional”. O racionalismo determinou o sentido e o significado da realidade humana e, qualquer expressão que não pudesse ser definida pela lógica da ciência, era considerada falsa. “O que vemos hoje não é outra coisa senão uma revolução do espírito humano protestando contra essa repressão sofrida”.
            A segunda metade deste século foi marcada por várias rebeliões e protestos. O movimento “hippie” dos anos 60 e 70 que protestou contra a repressão moral, a guerra do Vietnã, consumismo, levantando a bandeira do amor livre, do uso das drogas, da quebra dos preconceitos e tabus. O movimento feminista que lutou pelos direitos das mulheres, contra uma sociedade machista que não apenas oprimia as mulheres, mas impunha um modelo social masculino. No campo político tivemos a “perestroika” e a “glasnost”, a queda do muro de Berlim, o colapso das estruturas políticas totalitárias e o surgimento do neo-liberalismo com a promessa de uma economia globalizada. O surgimento dos livros de auto-ajuda e a descoberta da inteligência emocional abriu um novo espaço nos centros que até pouco tempo atrás eram dominados pelos tecnocratas. No mundo evangélico tivemos a renovação carismática dos anos 60, o movimento da música “gospel” no final dos anos 80 e 90, e o surgimento das igrejas neo-pentecostais ou pós pentecostais com as promessas de saúde, riqueza e felicidade instantâneas.
            Tudo isto são manifestações de protesto do espírito humano, e o protesto tinha um endereço: a opressão do totalitarismo racional. A cultura moderna gerou um espírito moderno que considerava como verdadeiro somente aquilo que podia ser comprovado cientificamente e compreendido racionalmente. O protesto veio nos dizer que existe uma verdade mais profunda do que a leitura superficial do racionalismo impessoal. Era isto que Pascal protestou quando disse que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.


[1] DROOGERS, Espiritualidade: o problema da definição. In: Estudos Teológicos, n. 23, Vol 2, São Leopoldo, p. 113, 1983.
[2] Escreveu mais de 40 livros, professor por mais de 40 anos e pastor. Entre seus livros podemos citar: HOUSTON, James. Meu legado espiritual. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2008.
[3] Escreveu mais de 30 livros , professor por mais de 30 anos e pastor. Entre seus livros: PETERSON, Eugene. Alinguagem de Deus. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2009.
[4] Teólogo, padre, professor de Harvard e Yale, abriu mão de sua vida acadêmica para ser líder espiritual de uma comunidade de doentes mentais. Entre seus livros: NOWEN, Henry. A volta do filho pródigo. São Paulo: Paulinas, 2008.
[5] Teólogo, pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto (Brasília), articulista, escritor. Entre seus livros: BARBOSA, Ricardo. O caminho do Coração. 6. ed. Curitiba: Editora Encontrão, 2011

sábado, 31 de dezembro de 2011

Uma Viva Esperança em 2012


Samuel Câmara
Pastor da Assembleia de Deus em Belém




        Conta-se que o milionário Eugene Lang, convidado para falar aos alunos de uma escola localizada num bairro pobre de Nova York, se deparou com um dilema: o que poderia dizer para inspirar aqueles estudantes a vencer na vida? Exatamente ali, o índice de abandono escolar era muito elevado; e Lang sabia que a maioria dos alunos logo seguiria por esse caminho sem futuro. Por fim, compreendeu que deveria falar aos alunos uma mensagem do fundo do coração. Ele então os aconselhou: “Continuem na escola e eu ajudarei a pagar as despesas da faculdade de cada um de vocês”.
        Foi um momento culminante na vida daqueles jovens, pois pela primeira vez eles tinham esperança. O resultado é que cerca de 90% desses estudantes concluíram o curso superior.
        Este simples exemplo nos mostra que pessoas com uma firme esperança têm um futuro pelo qual lutar. O contrário também é verdade: pessoas sem esperança são pessoas sem futuro. Sempre que a esperança é restaurada, a vida ressurge com um novo vigor. A esperança é, decerto, o motor da vida. Por sua vez, a fé é o ativador da vida, o combustível que alimenta e mantém esse motor em funcionamento. O amor é o motivador da vida, que dá sentido a tudo o mais.
        Sempre que o limiar de um novo ano se prenuncia, esperança é a palavra da moda. É comum vermos pessoas externarem o que esperar da vida dali em diante. E a maioria, indubitavelmente, se reveste de algum tipo de esperança, embora boa parte das vezes circunscrita simplesmente ao “aqui e agora”; quase nada é dito a respeito da eternidade.
        É sempre bom desejar dias melhores, ainda que a visão da vida não seja tão larga e abrangente. Mas, convenhamos, é preciso pensar na vida numa extensão para além do próprio nariz e numa profundidade que ultrapasse a rasura do próprio umbigo.
        Algumas pessoas vivem como se a vida não tivesse propósito algum, como se tudo acabasse aqui mesmo. Morreu, acabou! Outros há que até pensam em alguma continuidade na vida depois da morte, como se houvesse um retorno para viver uma outra vida para, então, acertar as coisas. Mas tudo fica para depois. Há também aqueles que, mesmo sabendo que existe a eternidade, nada fazem em preparação para essa longa viagem. Vivem integralmente o conceito do “deixa como está para ver como é que fica”. Existe, porém, um tipo de pessoa que se prepara para a eternidade, pois sua vida é o reflexo da esperança de que “o melhor ainda está por vir”. Ou seja, crê que o melhor desta vida não pode de modo algum ser comparado à glória da esperança que está reservada àqueles que vivem na certeza de que seu futuro está nas mãos de Deus.
        O que é comum a todos esses tipos é o fato de que cada um expressa tão somente a fé pela qual pauta a sua esperança.
A vida é como uma escola; nós somos os alunos. Deus é o “Benfeitor” que nos ajudará a chegar à eternidade. A nossa esperança não deve ser limitada, pois “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos as mais infelizes de todas as pessoas”. Nisto cremos: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”. 
Aos que dizem não crer em Deus, a Bíblia diz: “Que esperança terão os ateus quando Deus lhes tirar a vida? Quando estiverem em dificuldades, Ele não ouvirá os seus gritos, pois Deus não é a alegria deles, e eles nunca fizeram orações ao Todo-Poderoso”.
A Bíblia “exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento”.
Para os que pensam saber demais para poder crer na verdade divina, há uma palavra: “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele”.
Aos que não se acham suficientemente sábios para tomar a decisão de seguir a Jesus, há um conselho: “Sabe que assim é a sabedoria para a tua alma; se a achares, haverá bom futuro, e não será frustrada a tua esperança”.
E a sabedoria da nossa esperança consiste nessa promessa: “O Senhor mesmo... descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.
Para obter uma viva esperança em 2012, entregue o seu caminho ao Senhor, confie Nele, e o mais Ele fará!



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cidadão Pessoense!

Secretário de Missões da Assembleia de Deus na Paraíba recebe Título de Cidadão Pessoense


A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) homenageou, na manhã desta sexta-feira (18), em sessão solene, o secretario executivo da Secretaria de Missões da Assembleia de Deus na Paraíba (Semad-PB), pastor Eduardo Leandro Alves, com a outorga de 'Título de Cidadão Pessoense'. A homenagem foi uma propositura da vereadora Eliza Virgínia (PSDB).

Em sua justificativa, Eliza destacou que o maior trabalho para a humanidade é o trabalho de evangelização, que resgata as almas para os braços de Jesus com a fortaleza dos seus ensinamentos do amor ao próximo. “Temos no pastor Eduardo Leandro um dos representantes desse trabalho em nossa cidade. Sempre em busca de acabar com as injustiças e a iniqüidade pela falta de conhecimento do nosso Senhor Jesus, que não é conhecido em todas as partes do mundo, e o pastor tem levado seu trabalho mundo a fora”, declarou. 

Durante a homenagem, foram apresentados vídeos sobre o trabalho missionário do pastor na Bolívia e em Nova Guiné sob a melodia de 'Acende uma luz na escuridão e deixa brilhar a luz de Jesus', além da apresentação de uma obra áudio visual sobre as mazelas do mundo, embalada na mensagem 'Pregar o Evangelho a toda a Criatura do Mundo'.

“Fica aqui o meu agradecimento, primeiramente, ao nosso criador, que nos concedeu vocação de servir a Ele servindo aos outros. Agradeço a minha amada esposa, a minha mãe e irmã, que vieram morar aqui para ficar próximas de nós. Obrigado ao irmão Mércio, que procurou a vereadora, a quem também agradeço por essa homenagem de me fazer filho dessa cidade, com os mesmos direitos de um filho legítimo. Me sinto feliz e realizado”, agradeceu o homenageado.

O pastor comentou que viver em João Pessoa é um privilégio, passear por uma cidade tão arborizada e na qual as pessoas são solícitas e amigáveis. Ele ainda afirmou que, embora já tenha conhecido várias regiões do país e do mundo, não pensa em outro lugar para viver com sua esposa e seu filho, que nasceu na Capital paraibana.

Prestigiaram a solenidade diversos pastores, amigos e os familiares do homenageado, que exaltaram as qualidades de “Homem de Deus”, que o ministro reflete na sociedade com a prestação de relevantes trabalhos de evangelização da população do país e de todo o mundo.

Homenageado

O pastor Eduardo Leandro Alves é natural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, professor de Filosofia e Teologia, ministro, e autor de seis livros teológicos. Há onze anos em João Pessoa tem participação muito importante no crescimento e desenvolvimento das Assembleias de Deus e na formação evangélica do povo da Capital paraibana. “Agora ele é, de fato e de direito, um filho de João Pessoa”, ressaltou Eliza.

A solene foi embalada pelos louvores do trio Ágape e da cantora Elienai Ferreira, que exortaram os presentes com as mensagens “Haverá Paz no Vale”, “Em Deus Posso Tudo Conquistar”, entre outras.

Damião Rodrigues

http://www.cmjp.pb.gov.br/Noticia/4112_secretario-de-missoes-da-assembleia-de-deus-na-paraiba-recebe-titulo-de-cidadao-pessoense-